Grand Monde

Photografia sec XIX



J. Laurent (1816-1886)

Jean Bautiste Laurent et Minier nasceu em 1816, em Garchizy, uma aldeia francesa no departamento de Nièvre. Filho de Jean Laurent (1731-1818) e de Cláudia Minier, de quem se desconhece a idade, sabendo-se apenas que era bastante mais jovem do que o marido. A partir de 1843, estabelece-se em Madrid exercendo, até 1855, a profissão de cartonador, fabricante de papéis e caixas de luxo para guloseimas e outros usos. Especializa-se também como fabricante de papéis para encadernações.
Em 1856, abre um estúdio fotográfico na Rua de São Jerónimo, n.º 39, em Madrid, onde retrata personalidades de Espanha. Em 1857 começa a fotografar, em grande formato e estereoscopia, sobretudo vistas e panorâmicas de Madrid. A Companhia de Caminhos-de-ferro de Espanha (MZA) oferece à Rainha Isabel II de Espanha um álbum com fotografias que, em 1858, J. Laurent fez da construção do troço ferroviário Madrid / Alicante. Posteriormente, fotografou a construção de outras ferrovias, tais como: Madrid / Zaragoza, Tudela / Bilbao e Medina del Campo / Zamora. Foram os caminhos-de-ferro que permitiram a J. Laurent deslocar-se por toda a Península Ibérica com o seu equipamento: câmaras, tripés, placas em vidro, químicos, etc., e, ainda o seu carro laboratório, necessário para a sensibilização e revelação dos negativos em colódio húmido.
Foi, desde 1859, sócio da Sociedade Francesa de fotografia e em 1861 passa a designar-se como Fotógrafo de S. M. la Reina; no mesmo ano edita o seu “Catálogo de los retratos que se vendem en casa de J. Laurent”. Publica novos catálogos em 1863 e em 1866, neste ano com a edição em francês e tradução em alemão e inglês; também assim procede em 1867, 1868 e em 1872 e 1879, nestes dois últimos com fotografias feitas em Portugal.
Inventou (ou aperfeiçoou) o Papel Leptográfico, com José Martínez Sánchez (1808-1874), cuja patente registaram em 1866.
Em 1867, está presente na Exposição Universal de Paris, onde expõe fotografias das obras públicas de Espanha, uma encomenda de Lúcio del Valle, que Laurent executou com o seu sócio José Martínez Sánchez entre 1865 e 1867.
Tudo indica que os anos de 1869/70 sejam os da sua passagem por Portugal.
Em 1881 recebe a distinção honorífica de Cavaleiro da Ordem de Carlos III e entrega a exploração do seu estabelecimento fotográfico à sua enteada Melina Dosch e ao seu marido Alfonso Roswag.
Jean Laurent faleceu a 24 de Novembro de 1886. A lápide do seu túmulo, recentemente encontrada no cemitério da Almudena, em Madrid, veio esclarecer muitas das dúvidas que até então envolviam a vida do fotógrafo e a história da sua casa fotográfica. Depois da sua morte, Melina Dosch e Alfonso Roswag dão, com grande dificuldade, continuidade ao arquivo. Após a morte de Roswag em 1900, José Lacoste adquiriu o arquivo Laurent que em 1916 já era propriedade de Juana Roig. Posteriormente, passa para a família Ruiz Vernacci a quem o estado espanhol adquire todo o espólio em 1975.

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